terça-feira, 16 de agosto de 2016

Borboleta



Vai borboleta, vai.
Livre de teu casulo mundano
E das agonias.
Sempre fingiste ser parva
Mas era pra' suportar;
Não a ti, que estavas pronta,
Mas as estupidezes miúdas.
Foste tudo o que era preciso.
Em um tempo precoce.
Onde mesmo tuas contemporâneas,
Não sabiam por quem lutavas.
E te atacavam.
Tinham medo e inveja.
Porque ser Elke,
Mesmo após você,
Não é pra' qualquem um'a.
Vai, voa...
Pra' onde é? o teu lugar.