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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O amor em tempos de cólera(*)...

Fonte: Twitter/Divulgação


Sim...gosto muito dessa foto! Não por idolatrias. Não por preferências políticas. Mas alem da qualidade técnica e estética da imagem, pelo que ela representa no campo abstrato das relações humanas. Sim Marisa Letícia representa a mulher brasileira. Com defeitos e virtudes. São muitas galegas, de todas as cores e gêneros que fazem o perfil da brasileira. Não sei se me engano, mas a imagem me passa cumplicidade, amor e companheirismo. No melhor sentido que se pode dar a elas. Os pejorativos deixo aos que odeiam sem racionalidade. Marisa representa a mulher que casou com seu homem por paixão e até por idealismo. Com certeza não foi por dinheiro. O cônjuge embora já relativamente famoso, não era rico. E o que ela podia esperar naqueles dias era perde-lo assassinado ou sumido como muitas perdem até hoje. Ela representa a mulher que segue na dificuldade de criar filhos sozinha, dando espaço às ausências do marido. Seja por qual motivo for. Representa a companheira que luta ao lado e não desiste fácil aos primeiros revezes. Como mulher vaidosa, representa tantas outras que, tendo visto a beleza da juventude sucumbir com o passar dos anos, procura melhorar assim que melhora de vida porque tem autoestima. Representa a mulher que consegue manter, seja lá por qual razão de foro íntimo, o casamento e a familia por décadas. E mesmo na adversidade, seja qual for, incondicionalmente está ao lado do companheiro. Para ter representatividade não precisa ser a melhor, a mais bonita, educada, ou mais rica. Os não racionais - e há muitos - encontrarão no ódio, na falta de discernimento e inteligência, no fanatismo político, campo fértil para exercitar suas frustrações e sentimentos corrompidos. Certamente vão odiar também esse texto. Mas o campo do que aqui está escrito não reside no mundano. Falar de amor em tempos de cólera (*citando Márquez,G.G.-1985) é difícil mesmo...

Perdas e danos...

Marisa e Luiz Inácio no dia do casamento em São Paulo, 1974. Fotógrafo ignorado.



É muito triste perder alguém com quem se conviveu muitas décadas. Mesmo que o amor tenha se transformado em qualquer outra coisa que não fosse o ódio. E talvez até nele, haja desespero. Perder a parceria de uma vida quase toda dói em qualquer um. E me parece que ao homem maltrata mais. Não que a mulher se importe menos. Mesmo sem admitirmos, somos mais carentes e dependentes delas. Desde a nossa gênese. Ninguém deveria perder seu amor. Não importa o que sejam os amantes. Não vejo aqui sujeitos ou personagens. Não me importam. São entidades a serem julgadas pelos homens e pela história. Mas quem falará da paixão e do amor dessas pessoas? E de tantas outras que perdem o que lhes era mais caro? É muito difícil ficar sem nosso amor de tantas travessias. Em todas as nossas alegrias e misérias não haverá nada mais belo ou mais triste. Só o destino pode nos impor, em sua frieza matemática, castigo tão cruel.