sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Daiyo-kangoku!

Fonte da imagem e texto original do blog disponível em : http://www.whatsdiario.com/2017/09/prisao-no-japao-relato-de-um-brasileiro.htm
Daiyo-kangoku! - Ou porque a criminalidade no Japão é baixa, a segurança é alta e as pessoas são educadas, respeitadoras das leis e trabalham duro...
Recebi esse artigo em minha timeline do Facebook, que pode ser lido clicando aqui. Em princípio pensei se tratar de mais um blog sensacionalista, criado para receber visitas e hits em anúncios. Pelo depoimento do "tal brasileiro que é amigo de um policial", achei a coisa toda meio fantasiosa.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Participação nos lucros e meritocracia: crime e castigo...

Empregados da AppNexus, nos escritórios de NY. A companhia retirou a estrutura de bônus salariais de alguns trabalhadores e usou os recursos para aumentar os salários mensais básicos de toda a equipe. Crédito da imagem: PHILIP MONTGOMERY FOR THE WALL STREET JOURNAL

Bom dia! Leio no Wall Street Journal essa manhã: a tendência para as políticas de remuneração de funcionários, nas empresas inseridas nos mercados onde o desemprego anda em baixa – por favor excluam nossa economia falida e desemprego estratosférico dessa realidade – será mudar o foco dos gastos com bônus de incentivo a seus trabalhadores. As pesquisas demonstram que esses empregadores, diante da perspectiva de menor crescimento dos lucros para os próximos anos, querem manter seus orçamentos em níveis conservadoramente baixos.

domingo, 17 de setembro de 2017

Viver no global, agindo no local...

Reprodução de página do blog "Outras Palavras" onde está publicado o artigo "Os desafios cruciais da era Uber" disponível em http://outraspalavras.net/capa/os-desafios-cruciais-da-era-uber/

A visão dos autores dos livros e artigos citados nesse texto são de certa forma pessimistas em relação ao futuro do trabalho e emprego, como conhecemos hoje. Realmente, se não houver uma mudança em cada indivíduo, em relação a seus hábitos de consumo - e isso inclui o consumo consciente, ético e sustentável - bem como mudanças na forma como estamos organizando as relações familiares, as relações de vizinhança em nossas comunidades e as comunidades em relação às suas pátrias, não haverá mudanças, só um futuro bastante sombrio com mais desigualdade e pobreza do que já vemos hoje. Cito abaixo um trecho do texto do link:
"Como podem os cooperativistas de plataforma esperar que a população rompa seus hábitos de consumo, em favor de empresas que podem, ao menos em seu início, ser mais lentas e mais custosas?"
Para repensar as nossas relações com o outro, precisamos repensar nossas relações com a urgência do consumo e a pressa de viver, que nos é imposta justamente pelo sistema global cada vez mais concentrado em mega corporações, que nos impele a um ritmo de vida que os favorece. é a velha máxima de criar dificuldades pra nos vender facilidades...

sábado, 16 de setembro de 2017

Por que seu selfie com comida me causa vergonha...

Na foto: Um homem ajuda uma mulher obesa a se alimentar, diante de uma mesa repleta de comidas calóricas. Fonte: http://www.myproana.com/index.php/gallery/sizes/29928-funny-fat-people-pictures-2/large/


Fo publicado ontem pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), o relatório A Situação da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo. Pela primeira vez, os dados foram compilados e apresentados conjuntamente por mais três organismos internacionais: IFAD (International Fund for Agricultural Development), UNICEF (United Nations Children’s Fund) e WFP (World Health Organization).  E as perspectivas não são animadoras.

A insegurança alimentar e a subnutrição, depois de um breve período de declínio, entre 2014 e 2106, voltaram a aumentar. A taxa foi de 10% entre 2016 e 2017. Hoje, segundo o relatório cerca de 11% da população mundial se encontra em risco de nutrição ou estado de fome. Desse total, cerca de 30% ou mais de 200 milhões de pessoas são crianças abaixo de cinco anos de idade. Afetadas pela desnutrição. Muitas delas em estado de crescimento subnormal.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Arte financiada é realmente livre?

Na imagem: Frame de vídeo do jornalista Sidney Rezende comentando sobre a polêmica exposição do Santander. Disponível em http://www.srzd.com/colunas/sidney-rezende/sociedade-opcao-censura/
Sobre a polêmica exposição, vou me posicionar apenas sob um aspecto. Pessoal e privativo de meu direito de livre pensar. Tenho batido nessa tecla já não sei mais quantos anos ou décadas. Quanto ao valor, como arte, direito de expressão do artista, limites (se são necessários ou cabíveis), deixo aos "experts" no assunto. Afinal, como artista e arte-educador, me acho sempre ignorante. No sentido em que enquanto estiver vivo, não vou saber tudo e vou aprender até sessar minha existência. Mas vamos ao ponto:

domingo, 10 de setembro de 2017

Alices ou Rainhas de Copas?

Na foto-montagem: malas de dinheiro achadas em apartamento de político investigado por corrupção e cena do filme Alice no País das Maravilhas, com a personagem Rainha de Copas, de Tim Burton. Fonte: google. 



As malas do Gedel estão gritando. As Alices perplexas. E as Rainhas de Copas começam seus gritos histéricos pedindo que cortem as cabeças. Em poucos dias tudo cessa. E os coelhos malucos voltam a fazer piruetas. O Brasil é um grande País das Maravilhas. Melhor que o conto original. Nem o próprio Lewis Carroll poderia imaginar um local e personagens tão bizarros.

Mas o que se ouve nos gritos das caixas de dinheiro aprisionadas em um discreto apartamento em Salvador? Tudo depende dos ouvidos onde os sons - alguns altos; outros, simples marulhos – conseguem alcançar. Haverão as alices que se recusarão a perceber a realidade, achando que ainda estão sonhando. E muitas rainhas-de-copas se levantarão, aos berros cacofônicos, pedindo cabeças que rolem na ladeira do onde o país também patina, rumo ao precipício.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A mulher de Cezar é honesta ou só deve parecer honesta?


Ticiane e Joesley Batista no dia do casamento. Fonte: http://www.metropoles.com/brasil/politica-br/as-inconfidencias-mais-picantes-de-joesley-to-a-fim-de-comer-duas-velhinhas

Sem generalizar... não são todos os empresários que são venais e corruptos com esse aí. E não são todas as mulheres bonitas e desejadas que são burras e interesseiras como a mulher dele. Pelo conteúdo das gravações, o canalha pelo menos, parece ser sincero ao isentar a esposa. Em dado momento diz que não sabe como vai falar a ela que ele não prestava. jogo de cena? Quer livrar a cara dela perante a justiça? Pode ser também. Se for verdade o que ele diz, ela entrou de gaiata.

domingo, 3 de setembro de 2017

Aviso aos Navegantes...

A luz de um novo dia em Saturno ilumina as nuvens onduladas do planeta e os arcos transparentes de seus vastos anéis. Fonte da imagem: https://www.nasa.gov/image-feature/jpl/pia21336/dawn-s-early-light




O Universo (e a Natureza inerente a ele) tem regras. E elas não podem ser quebradas. O homo sapiens sapiens é o único animal no universo que se acha capaz de quebrar essas regras – ou de outra maneira – iludir o curso da Vida. Se há outras espécies, além do homem, que julgam poder fazê-lo, essas ainda não são conhecidas. Não por coincidência, também é o homem a única espécie conhecida que tem conseguido com um sucesso espantoso, degradar seu próprio meio ambiente, pondo em risco não apenas sua existência, mas a de todo um eco sistema. É também curioso observar, até onde sabemos no momento, que se trata da única espécie que tem a consciência de sua própria mente. O que, ao contrário do que seria esperado, não nos tem ajudado muito a sobreviver no ambiente cada vez mais hostil que nos circunda e que é, em parte, criação desta mesma consciência.

sábado, 2 de setembro de 2017

Conexões em tempos de cólera...


Estudo interessante, mas não se trata de nenhuma novidade. O curioso é que começou a 75 anos passados. Quando éramos, apesar da escassez dos meios de comunicação, mais conectados e próximos. Trazido até o presente, cai como uma luva para definir a forma como nos relacionamos e entendemos as amizades em tempos de redes sociais. Fala do egocentrismo que, talvez em virtude dessa frustração causada pela falta de relacionamentos autênticos, tem se exacerbado em nossos corações e mentes.

Ritual de onanismo...


A quem interessa a polarização da discussão sobre a violência? O assunto é polêmico e pedradas são esperadas. Todas e todos conhecem minha postura frente ao machismo e a violência de gênero. Em relação ao caso em voga nas redes sociais, é evidente: mais uma vez ouve descaso da Lei. Não ha o que discutir. Mas na verdade há muito a ser repensado. E relativizar não adianta. Particularizar não resolve. Se for pra relativizar, poderia ser dito que em virtude das centenas de mulheres que recebem em suas faces socos, bofetadas, ácido, facadas, tiros e outros tipos de agressão não física, uma ejaculada no pescoço é o de menos. Menor potencial ofensivo, no jargão da lei.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Tristes trópicos...

Na montagem: D Pedro II, o último Imperador do Brasil e os cinco últimos execráveis presidentes brasileiros.
O Brasil tem a sina de valorizar o que não presta. Aqui não se pode ser bom, ou ético. Ser culto ou obter reconhecimento por uma carreira baseada em estudo, talento ou reconhecimento internacional basta para fazer do cidadão um saco de pancadas. Na data de hoje, há exatos 129 anos D. Pedro II, retornava ao Brasil, depois um período de doença grave, que o fez procurar tratamento na Itália. Um anos depois trocaríamos um Imperador genuinamente brasileiro por uma sucessão de canalhas. Na imagem acima, aparecem os cinco últimos. De que reclamamos hoje? Se ouve um golpe no Brasil, aconteceu em 15 de novembro de 1889. Depois de, mesmo gravemente enfermo, retornar ao Brasil, D Pedro II só pode ficar pouco mais de um ano no governo. Em 1889, foi deposto, na farsa da proclamação da república. República de Bananas. Segue abaixo um trecho de sua vasta biografia:

domingo, 20 de agosto de 2017

Casa viva não é Casa Claudia...

Créditos da imagem: Marcelo Ruiz (2017)

Entre o ser e o ter fico com o primeiro! Casa viva é casa com livros espalhados em todos os cantos possíveis. Casa viva não é a casa da estéril da revista de decoração. Não é a casa cheia de objetos, bugingangas tecnológicas e sofás caros. Casa viva é onde se respira cheirinho de livro! Onde se vive cultura e saber. Onde a ostentação é substituída pela tentação da leitura. O conforto do conhecimento. E as casas de hoje, como as pessoas, só querem pretendem viver de ostentação. De uma beleza vazia de sentido. De saber. Casa viva é a casa da Claudia...

Uma singela homenagem à minha amada companheira Ana Cláudia, que por tantos anos, nutre o ninho com letras e afetos!

Tragédia anunciada no País de Bosta...

Os compartimentos de bagagem de mão das aeronaves foram projetados para as novas regras de bagagem impostas pela ANAC em favor das companhias aéreas brasileiras? 


Um acidente grave está só espreitando a conjuntura certa de eventos para acontecer. Ontem, vindo de Brasília para o Rio pela GOL (Grande Ônibus Lotado), eu e outros passageiros que embarcaram por último tivemos problemas para acomodar nossas bagagens de mão. Eu estava na fileira 26 (cauda) e no compartimento sobre minha fileira de assentos, não havia mais espaço para acomodar uma simples mochila de notebook e uma case de câmera fotográfica pequena. Reclamei com um comissário grosso e mal educado e ele, em síntese, mandou eu me virar. Disse pra eu procurar na frente da aeronave, que ainda poderia ter espaço. Além de ter que atrapalhar quem ainda estava entrando, pois tive que voltar em sentido contrário, só fui achar uma vaga nem um compartimento na altura da fileira 8. Note-se: esse compartimento não estava vazio, mas restava algum espaço.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Com o olho no cano da arma...

O projeto Jaque & Antônia, narra a aventura de duas amigas que resolveram viajar o Brasil em uma Kombe usada e adaptada. A página oficial do Facebook pode ser acessada aqui.

Leitura interessante repassada por uma amiga. Está no blog "Papo de Homem" e pode ser acessado clicando aqui. Mesmo fazendo parte do time dos que incentivam as companheiras e dão todo o espaço que precisam e merecem, nesse projeto bem específico, entendo a falta de apoio do namorado. Embora escondendo a subjetividade do medo da liberdade da amada, tem algo real. Como está no texto: "A reação veio em forma de desencorajamento. Perigos na estrada, incapacidade e vulnerabilidade foram alguns dos argumentos usados para desmotivá-la".
 
Sim existe um código de conduta atávico no macho de várias espécies. Proteger a fêmea e as crias. No homem deu origem, em algumas culturas, e indivíduos ao machismo. Outra observação que eu faria sobre o texto: essa noção de um "privilégio do dano e do sofrer"; que não é exclusivamente feminino: "É nocivo para nós, mulheres, obviamente, mas também pode ser uma prisão para quem leva a carga nas costas, às vezes por uma vida inteira. " Para além do gênero, sempre que falo sobre a necessidade do engajamento de homens e mulheres na causa da igualdade, gosto de ressaltar: há danos não apenas pela "carga"de ser machista. Existe o componente machista sim, no discurso de muitas mulheres, feministas ou não. Os danos, nesse caso são invertidos. Quantas mulheres não apoiam seus companheiros por medo de vê-os livres e acabam sofrendo muito com isso?


No caso específico dessa aventura da Kombi, que eu acompanhei no blog delas, mesmo sendo um feminista, colocaria muitos obstáculos se ela fosse minha companheira. O medo real, de perigos reais, nesse Brasil sem lei e ordem é concreto. E ninguém quer perder o ser amado! Se essa história fosse em algum país civilizado, com certeza eu não só apoiaria como iria junto. Não se se me faço entender. Mas se minha companheira quisesse pegar uma Kombi velha para viajar sozinha, nesta terra de mer** (desculpem o termo), eu ficaria desesperado.

Mais ou menos como ver alguém que nuca manuseou uma pistola automática (porque quem sabe nunca faria isso) e colocar o olho no cano da arma. So pra ver o que tem dentro (e muitos fazem isso acreditem). A primeira reação, de quem conhece o perigo, é puxar a arma da mão do incauto. Nesse caso, a pistola é mais segura para se olhar o cano. Retirado o pente, armando duas vezes por segurança para tirar a bala da agulha e olhando a câmara, para se certificar que está vazia, já permite que se olhe o cano, para limpar, para lubrificar ou retificar. A viagem de Kombi, nesse faroeste caboclo, infelizmente não tem pente à ser retirado e nem culatra para ejetar a bala da agulha. Ela está sempre lá, esperando um incauto olhar seu cano de frente.

Grande abraço! 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vai na paz Pérola Negra, mas ainda era cedo...

A cantora Karinah numa bela interpretação de Pérola Negra com participação do Luiz Melodia, a gaita sofisticada de Rildo Hora e Ricardo Silveira na guitarra acústica. Gravado em 2016 no Estúdio Corredor 5. Engenheiro de Som: Rodrigo Vidal.  

É brother, você se foi, assim de surpresa. Mas você sempre foi assim né? Surprendente, disruptivo, contestador e irreverente. Vai na paz pérola negra e rara da MPB autêntica e multifacetada que você ajudou a divulgar. E agora quem vai desafiar tanta gente que sofre por suas Marlenes?


Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou de amando

Puxa cara! Você nem avisou pra gente que estava passando por isso tudo. E se avisou, não fiquei sabendo, talvez por distração ou ignorância, porque você disse que "tinha sete vidas para viver. Mas vou tentar apagar esse engano deixando essa mensagem aqui pra você.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Uma Proposta Modesta. Ou, que vai pagar o prejuízo.

#pracegover Composição contendo três retângulos simulando as cores da bandeira francesa.No retângulo azul está a imagem da radiografia do menino Arthur baleado na barriga da mãe com a pergunta: a liberdade é azul? No retângulo branco ao centro a imagem da capa original do livro Uma Proposta Modesta com a pergunta: a igualdade é branca? No retângulo vermelho a imagem da mãe de Arthur fazendo uma selfie da barriga de gestante e a pergunta: a fraternidade é vermelha? Crédito da montagem: Marcelo Ruiz  com imagens disponíveis na web.

Morreu hoje, neste Rio de Janeiro, sitiado por uma guerra civil nunca declarada, o menino Arthur. Foi o primeiro, não foi e nem será o último. Um dia depois, em outro bairro, morreria outro Arthur também dentro do ventre de sua mãe.  Parece uma inacreditável e macabra coincidência. Mas não é.  Nessa cidade, dominada por um terrorismo mais cruel que o existente em diversas partes do mundo, mata-se e morre sem explicação cabível. Não que deva haver explicação que justifique uma guerra. Qualquer guerra.

Mas pelo menos em outras guerras civis, reconhecidas como tal pelos governos dos países em conflito e pelas Nações Unidas, grupos de mediação, observadores isentos, forças de ocupação de paz, tentam entender o que acontece para sessar o conflito.

sábado, 29 de julho de 2017

Ana Hickmann é vítima, mas não é melhor que ninguém.

Fonte da imagem: http://www.reportermaceio.com.br/urgente-ana-hickmann-e-alvo-de-atentado-em-bh-atirador-morre-em-quarto-de-hotel/




O Brasil está mergulhado numa situação de caos, terror e todos os tipos de violência, como a que se sucedeu com a apresentadora. Felizmente ela teve sorte e escapou com vida. Independentemente de sua situação social e financeira, o trauma é grave e difícil de superar. E infelizmente acontece diariamente com outras pessoas, sobretudo com mulheres pobres e em situação de negligência e desassistidas pelas políticas publicas de bem estar e igualdade. Mas o desenrolar dos fatos mostra outras discrepâncias na forma como a sociedade, a mídia e o poder público tratam dessas questões. A polarização se dá em torno de circunstâncias que afastam convenientemente (para o estado e a sociedade omissos), a discussão do cerne do problema da violência e da desigualdade. 

El perro de La Chascona...

Descrição da foto: um cão labrador mestiço descansa deitado na calçada em frente à casa do poeta Pablo Neruda. Créditos da imagem: MarceloRuiz - Santiago do Chile (set/2015).

Nada na vida te prepara para certas perdas.
Se te disseram isso, lamento, mentiram. 
Por mais que vás viver,
Sem que nada de muito ruim te aconteça, 
Esse viver vai tornar teu coração tão duro, 
Ao ponto de sublimar certas coisas. 
Só não aceite, que te empurrem goela abaixo,
Que tens que ser forte. 
Que é preciso suportar e seguir em frente. 
Não és pedra. 
Te fizeram carne e sentimentos. 
Não uma massa de células e músculos e órgãos,
Que resiste a tudo e passa por cima de tuas emoções. 
Quedar-se em sofrimento e desistir da luta. 
Não é vergonhoso o tanto te disseram sempre. 
Desistir da vida e parar com tudo. 
Talvez seja a maneira justa e certa. 
Afirmar a ti mesmo, senão ao mundo, 
Que és, acima de tudo, amor e sentimentos. 
E por puro livre arbítrio,
Diz que recusas ser a pedra. 
Pela qual te tomaram. 
Ou tentaram te fazer crer a vida inteira. 
Pois entendes que mesmo as pedras, 
Chegam a termo e viram pó. 
Se deixar ficar pode ser a maneira. 
De permanecer para sempre. 
Em emoções e lembrança.


Dedicado a Dona Ana Lucia Kist, com carinho e gratidão! 

terça-feira, 25 de julho de 2017

A grana que você gera (e gasta) clicando em bobagens!


Caros leitores, acho que a grande maioria de vocês, que interagem nas redes sociais nunca viram essa imagem acima. A não ser que trabalha com mídias, comunicação e marketing digital. Trata-se da impressão de tela de parte do relatório de um negócio (literalmente) chamado AdSense que pertence ao Google. Mais especificamente falando, do meu relatório do AdSense, Apesar de ser um dado confidencial meu, como nada tenho a esconder, posto aqui para vocês verem. Por quê faço isso?

domingo, 23 de julho de 2017

Demolidor de Memes I


Demolidor de Memes I

Assunto: Gasolina exportada à preço menor que o das bombas do Brasil.
Categoria: Mal intencionado!
Motivo: induz o leitor a clicar e compartilhar para hits para o site que postou, com isso aumentando o ganho pago pelo Google. Divulga informação tendenciosa contribuindo para afastar o leitor do foco do problema “denunciado” pela publicação.


Apesar do fato parecer absurdo, está economicamente correto. O erro aqui está em ter que refinar tanto petróleo e ao mesmo tempo fazer o refino. Por dois motivos:. Mas antes vamos ao porquê de ser mais econômico do que simplesmente queimar a gasolina que sobra. No Brasil, apesar de termos farta energia não poluente (hidrelétricas, sol abundante para gerar energia pela luz e um grande litoral onde venta e poderíamos instalar usinas eólicas, queimamos muito combustível fóssil.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Para meu polegar...

Na foto: pimenta dedo-de-moça, vermelha, sobre fundo preto. Créditos da imagem: Marcelo Ruiz, RJ-2016


Fui homem de poucos enamores, tão poucos, que me bastam os dedos das duas mãos, para contar-lhes. E lhes conto meus amigos, sobraram ainda dedos. Desses dedos ocupados por essa conta, em uma das mãos cabem as que me relacionei de forma mais séria. Foram duas noivas, no mindinho e no anular. Mais três esposas, que ficaram com o médio, o apontador e o polegar. Sim, fui prolífico em casamentos, porque faltava o polegar. Dizem os científicos que o polegar opositor foi o que nos diferenciou, do resto das espécies. Um único dedo, que colocado em posição diversa, do resto dos seres viventes, nos fez tão humanos. E desumanos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Está inadimplente? Não se envergonhe, tem mais 61 milhões como você!

Na foto: composição com moedas em equilíbrio. Créditos da imagem: Marcelo Ruiz/Blog Olhartecnológico.

POR QUÊ O DEVEDOR, NESSA CRISE FINANCEIRA E DE CORRUPÇÃO, NÃO DEVE SE ENVERGONHAR:
* O texto entre aspas é citação do próprio artigo que serviu de inspiração para o post e que pode ser lido aqui)

·      Esse problema, causado pelos próprios governos e políticos corruptos e irresponsáveis das últimas duas décadas não é só seu: "atinge um contingente de 61 milhões de brasileiros. É metade da população economicamente ativa”;
·       “As pessoas estão menos preocupadas com o nome sujo e mais com o que é justo”: Nesse estado de calamidade, nome sujo não é motivo de vergonha. É falta de vergonha na cara de governantes corruptos que levaram o país a essa situação;
·      "A maior parte das dívidas foi feita nos últimos três anos – período que coincide com o agravamento da crise econômica".

domingo, 16 de julho de 2017

A "selfie involuntária"...

Foto mostrando o autor desse blog meio sedado com soro na mão. Crédito da imagem: Marcelo Ruiz - RJ, 7-17

Quem me acompanha nos blogs e nas redes sociais sabe que eu detesto selfie, detesto que tira selfie o tempo todo e mais ainda: jamais publico selfies minhas, há menos que haja nela um conteúdo imagético que mereça um texto. Essa aí em cima eu publiquei no FaceBook. Foi na verdade uma "selfie involuntária". Havia acabado de receber uma deliciosa dose de remédio para dor na veia e sem comer há alguns dias, deu um barato! Fiquei grogue e meio que apaguei. Me lembro que durante esse período, peguei o telefone pra mandar uma mensagem, não lembro pra quem ou porquê, mas acabei apertando o botão de foto, que no meu celular foca ao lado do ícone do Whatsapp. Depois que voltei do barato, vi a câmera ligada e a imagem. Resolvi postar para fazer um teste. E não era de popularidade. Embora agradeça aqui, como o fiz no FB, a todas as manifestações de carinho recebidas. Não vou dizer qual era o teste para não condicionar meus "ratinhos de laboratório" mas os resultados foram os esperados...  Acho que criei algo novo nesse mercado de autopromoção e falta de auto segurança que é o reino dos selfies. O selfie involuntário. Alguém ( alô desenvolvedores de apps) poderia criar um programa pra fazer isso independente da vontade do dono do celular. Pelo menos haveriam imagens mais inusitadas. 

Grande Abraço! 

sábado, 15 de julho de 2017

As múmias contemporâneas da solidão.

Na montagem a fachada do prédio onde morava Maria del Rosário, seu carro na garagem e a caixa de correio abarrotada de correspondências. Fotogramas extraídos de vídeo disponível no site do jornal Voz da Galícia em http://www.lavozdegalicia.es/noticia/galicia/2017/07/04/vecinos-sospecharon-muerte-mujer-dejo-pagar-alquiler/0003_201707G4P4994.htm, 

A matéria original é do diário El País (Espanha). O caso despertou atenção, dos noticiários e das autoridades daquele, país pelo grande número de pessoas encontradas mortas na mesma situação que Maria del Rosário. A Espanha, assim como Portugal e principalmente o Japão  sofrem o problema, que tende a se agravar nas próximas décadas. Sobre o Japão, clique aqui para ler o post.

A solidão, como problema de saúde pública, tem fatores que transcendem a abordagem tradicional do problema. Na maioria das vezes, pelo conveniente descaso dos sistemas de bem estar social e saúde, é atribuída ao próprio indivíduo e seu comportamento psicossocial. Quando muito, se referem

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Um cara chato!

Fonte da imagem: https://www.buzzfeed.com/

Sim sou muito chato. Acho que devo ser mesmo insuportável para a maioria das pessoas. E isso me proporcionou títulos (injustos e equivocados) de metido, esnobe, pedante, crítico demais e outros que nem me lembro. Mas na verdade, eu sou chato mesmo. Isso porque não me dobro a modismos, não gosto do comum e das coisas sem um mínimo de conteúdo intelectual. E tudo o que faz a maioria das pessoas babarem para obter, simplesmente não significa nada pra mim. Ai dei de cara com uma dessas pesquisas bobas do FB. Sempre postam isso na minha timeline. Algumas, vá lá, são até engraçadas. Mas a quantidade é tanta que acaba não tendo mais graça. Então resolvi pegar a última que apareceu no meu Face pra usar como base de um post sobre minha própria chatice. Ficou bem fácil porque já estavam ali um monte de perguntas "sem noção" sobre coisas que me aborrecem. Então foi só acrescentar minhas respostas (são sinceras, eu juro!) e pronto! Um artigo, meio crônica, meio autobiografia, sem muito trabalho. Segue abaixo. Divirtam-se e não se esqueçam de me chamar de chato ou o que mais quiserem no final. 

Erraram seu nome no copo do Starbucks?

Jornalismo sem ética...

Mais uma que paga o pato pelo sistema de saúde falido que temos no Brasil e pela máfia das empresas particulares, que ganham bilhões com a precariedade desse mesmo serviço público. Aliás cabe ressaltar, antes de ir ao assunto principal desse post:  o sistema de saúde público do Brasil não funciona somente por conta da corrupção ou também, propositalmente, pelo lobby da industria da dor?  A médica não atendeu e a criança morreu. Monstra! Assassina! Condenem! E se ela tivesse atendido e a criança morresse nas mãos dela a caminho do hospital ou mesmo depois de dar entrada? A mídia e a opinião pública diriam: Assassina, irresponsável, não era pediatra e estava atendendo uma criança com graves problemas! Condenem e prendam! 
Chamada publicada no Facebook pela revista ISTOÉ em 14/07/2017 direcionando para o link disponível em: http://istoe.com.br/medica-que-se-recusou-a-atender-bebe-vai-responder-por-homicidio-doloso/


terça-feira, 11 de julho de 2017

Os cães de serviço e a Síndrome do Pânico...


No vídeo, uma pessoa com Síndrome do Pânico e ansiedade, filmou o momento que seu cão de serviço, pressente o ataque iminente e avisa ao dono, executando movimentos e comportamento para o qual foi treinado.

Tomei conhecimento hoje do assunto através de uma matéria da BBC. E o assunto é do interesse de muita gente que sofre com a Síndrome do Pânico, associada ou não a outras patologias como depressão ou transtorno de ansiedade. E eu sou uma delas! Convivo com a Síndrome do Pânico a minha vida toda. Mas o diagnóstico correto e início de tratamento só ocorreu há quatorze anos atrás. Por ser uma doença relativamente nova, pelo menos aqui no Brasil, só foi reconhecida e levada a sério pelos profissionais de saúde há menos de duas décadas. Nos Estados Unidos ela começou a ser pesquisada e diferenciada das doenças ligadas a ansiedade somente a partir de 1960. E foi incluída pela primeira vez, no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (3a Ed.) em 1980. A classificação definitiva e oficial, que vigora até os dias de hoje, foi publicada sete anos depois, em 1987, na quarta edição do mesmo manual. E incluída no CID (Classificação Internacional de Doenças).

Durante toda a minha vide tive umas crises de ansiedade leves, que eram caracterizadas por taquicardias, dores abdominais e falta de ar. Eram esporádicas.

sábado, 8 de julho de 2017

Japão: pouco sexo e muita longevidade...

Casal japonês andando na rua. Fonte:  http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40527383


Pelo título que dei a esse post, pode parecer que uma coisa favorece a outra. Mas o assunto é bem diverso. Sexualidade fora do controle e baixa expectativa de vida podem ser desafios a serem resolvidos em diversos países. No Japão o problema é exatamente o oposto. Os dados mais recentes mostram que existem cerca de 32 milhões de homens e mulheres na faixa etária entre 25 e 45 anos que nunca estiveram em um relacionamento, onde cerca da metade são virgens, e que não desejam casar ou se relacionar com o sexo oposto. Lembrando que esse é o intervalo onde casais ou mulheres solteiras se programam para terem filhos. Mas outros fatores devem ser levados em conta. Na cultura japonesa, um homem só pensa em constituir família quando já está com a vida financeira e profissional equilibrada. Mesmo com a introdução de hábitos ocidentais, onde o casal decide junto quando irão se unir e pensar em ter filhos, as mulheres passaram a valorizar mais a vida profissional e o sucesso nos negócios do que a vida de dona de casa, que há algumas décadas atrás era o comportamento esperado delas.

Como a sociedade japonesa é permeada de regras sociais complexas

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Eu te saúdo Godard!


Ao  olhar uma foto, e tendo apenas ela como imagem, o cineasta francês Jean-Luc Godard, consegue realizar um filme de pouco mais de dois minutos, mas que representa uma guerra inteira. Mais que uma guerra, um genocídio, acontecido em Saraievo, Bosnia and Herzegovina (antiga Iugoslávia). E acima disso tudo, critica uma Europa dividida secularmente entre uma elite dominante e uma maioria oprimida. Essa cultura, embora mude de lado de tempos em tempos, com o oprimido se tornando o opressor e algoz, por certo período, atue que ele mesmo passe a se julgar elite, tem como mecanismo de propaganda, a cultura e como mecanismo de imposição o terror que leva ao medo extremo: a paúra. 

E o termo cultura, na frase anterior, não deve ser

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Biscoitinho fino: Aldous Harding!


As quartas é dia de biscoito fino? Nem... Geralmente sirvo as sextas e domingos à tarde.... mas como hoje está friozinho, vai um extra... pra tomar com um bom vinho. Com vcs, pra quem não conhece, Miss Aldous Harding. Cantora e compositora folk neozelandesa. Já no segundo disco, Party, lançado agora em junho de 2017. Apreciem sem moderação, mas tomem cuidado com o vinho!

domingo, 2 de julho de 2017

Eu não me importo com seus likes!


Não estou sendo presunçoso ou mal agradecido. Não me leve a mal. Mas não escrevo no FB, no meus blogs ou em outras redes sociais pra ganhar “joinhas”. Desculpem o termo, mas estou cagando pra isso. Escrevo porque simplesmente gosto de escrever.

sábado, 1 de julho de 2017

Broken wing


Ok... bad luck last fly.
That cloud n’sky...
Was too dense to fly!
Broken wing on try.
Better return to home,
And try to fix the bone.
Only a small trip alone,
To old nest I done.

But... baby, what hell u done.
Please, don't break more bones!
Nor my good one.
It’s been hard to find
Another places to go.
Where the sky is azure
And we both could do
The best we know...

When we flew together,
No matter the weather,
Nor breeze or gale...
We rushed storm clouds,
Like kids do with paper kites.

Well ... Now I'm leaping
Like a sparrow on the shore.
Running from waves,
On ebb and flow of the tide.
Trying to keep my feathers dry,
My footsteps are blotted
By the wave’s brines.
Looking for a place to spend the night.

Through the shadows of the dusk,
Among the mists of a golden sea,
Against the setting sun
Slowly frizzling in the ocean,
I see the island...
Where we both used to live.
So close for strong wings,
Too far on broken ones...

When we flew together,
No matter the weather,
Nor breeze or gale...
We rushed storm clouds,

Like kids do with paper kites!