domingo, 23 de julho de 2017

Demolidor de Memes I


Demolidor de Memes I

Assunto: Gasolina exportada à preço menor que o das bombas do Brasil.
Categoria: Mal intencionado!
Motivo: induz o leitor a clicar e compartilhar para hits para o site que postou, com isso aumentando o ganho pago pelo Google. Divulga informação tendenciosa contribuindo para afastar o leitor do foco do problema “denunciado” pela publicação.


Apesar do fato parecer absurdo, está economicamente correto. O erro aqui está em ter que refinar tanto petróleo e ao mesmo tempo fazer o refino. Por dois motivos:. Mas antes vamos ao porquê de ser mais econômico do que simplesmente queimar a gasolina que sobra. No Brasil, apesar de termos farta energia não poluente (hidrelétricas, sol abundante para gerar energia pela luz e um grande litoral onde venta e poderíamos instalar usinas eólicas, queimamos muito combustível fóssil.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Para meu polegar...

Na foto: pimenta dedo-de-moça, vermelha, sobre fundo preto. Créditos da imagem: Marcelo Ruiz, RJ-2016


Fui homem de poucos enamores, tão poucos, que me bastam os dedos das duas mãos, para contar-lhes. E lhes conto meus amigos, sobraram ainda dedos. Desses dedos ocupados por essa conta, em uma das mãos cabem as que me relacionei de forma mais séria. Foram duas noivas, no mindinho e no anular. Mais três esposas, que ficaram com o médio, o apontador e o polegar. Sim, fui prolífico em casamentos, porque faltava o polegar. Dizem os científicos que o polegar opositor foi o que nos diferenciou, do resto das espécies. Um único dedo, que colocado em posição diversa, do resto dos seres viventes, nos fez tão humanos. E desumanos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Está inadimplente? Não se envergonhe, tem mais 61 milhões como você!

Na foto: composição com moedas em equilíbrio. Créditos da imagem: Marcelo Ruiz/Blog Olhartecnológico.

POR QUÊ O DEVEDOR, NESSA CRISE FINANCEIRA E DE CORRUPÇÃO, NÃO DEVE SE ENVERGONHAR:
* O texto entre aspas é citação do próprio artigo que serviu de inspiração para o post e que pode ser lido aqui)

·      Esse problema, causado pelos próprios governos e políticos corruptos e irresponsáveis das últimas duas décadas não é só seu: "atinge um contingente de 61 milhões de brasileiros. É metade da população economicamente ativa”;
·       “As pessoas estão menos preocupadas com o nome sujo e mais com o que é justo”: Nesse estado de calamidade, nome sujo não é motivo de vergonha. É falta de vergonha na cara de governantes corruptos que levaram o país a essa situação;
·      "A maior parte das dívidas foi feita nos últimos três anos – período que coincide com o agravamento da crise econômica".

domingo, 16 de julho de 2017

A "selfie involuntária"...

Foto mostrando o autor desse blog meio sedado com soro na mão. Crédito da imagem: Marcelo Ruiz - RJ, 7-17

Quem me acompanha nos blogs e nas redes sociais sabe que eu detesto selfie, detesto que tira selfie o tempo todo e mais ainda: jamais publico selfies minhas, há menos que haja nela um conteúdo imagético que mereça um texto. Essa aí em cima eu publiquei no FaceBook. Foi na verdade uma "selfie involuntária". Havia acabado de receber uma deliciosa dose de remédio para dor na veia e sem comer há alguns dias, deu um barato! Fiquei grogue e meio que apaguei. Me lembro que durante esse período, peguei o telefone pra mandar uma mensagem, não lembro pra quem ou porquê, mas acabei apertando o botão de foto, que no meu celular foca ao lado do ícone do Whatsapp. Depois que voltei do barato, vi a câmera ligada e a imagem. Resolvi postar para fazer um teste. E não era de popularidade. Embora agradeça aqui, como o fiz no FB, a todas as manifestações de carinho recebidas. Não vou dizer qual era o teste para não condicionar meus "ratinhos de laboratório" mas os resultados foram os esperados...  Acho que criei algo novo nesse mercado de autopromoção e falta de auto segurança que é o reino dos selfies. O selfie involuntário. Alguém ( alô desenvolvedores de apps) poderia criar um programa pra fazer isso independente da vontade do dono do celular. Pelo menos haveriam imagens mais inusitadas. 

Grande Abraço! 

sábado, 15 de julho de 2017

As múmias contemporâneas da solidão.

Na montagem a fachada do prédio onde morava Maria del Rosário, seu carro na garagem e a caixa de correio abarrotada de correspondências. Fotogramas extraídos de vídeo disponível no site do jornal Voz da Galícia em http://www.lavozdegalicia.es/noticia/galicia/2017/07/04/vecinos-sospecharon-muerte-mujer-dejo-pagar-alquiler/0003_201707G4P4994.htm, 

A matéria original é do diário El País (Espanha). O caso despertou atenção, dos noticiários e das autoridades daquele, país pelo grande número de pessoas encontradas mortas na mesma situação que Maria del Rosário. A Espanha, assim como Portugal e principalmente o Japão  sofrem o problema, que tende a se agravar nas próximas décadas. Sobre o Japão, clique aqui para ler o post.

A solidão, como problema de saúde pública, tem fatores que transcendem a abordagem tradicional do problema. Na maioria das vezes, pelo conveniente descaso dos sistemas de bem estar social e saúde, é atribuída ao próprio indivíduo e seu comportamento psicossocial. Quando muito, se referem

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Um cara chato!

Fonte da imagem: https://www.buzzfeed.com/

Sim sou muito chato. Acho que devo ser mesmo insuportável para a maioria das pessoas. E isso me proporcionou títulos (injustos e equivocados) de metido, esnobe, pedante, crítico demais e outros que nem me lembro. Mas na verdade, eu sou chato mesmo. Isso porque não me dobro a modismos, não gosto do comum e das coisas sem um mínimo de conteúdo intelectual. E tudo o que faz a maioria das pessoas babarem para obter, simplesmente não significa nada pra mim. Ai dei de cara com uma dessas pesquisas bobas do FB. Sempre postam isso na minha timeline. Algumas, vá lá, são até engraçadas. Mas a quantidade é tanta que acaba não tendo mais graça. Então resolvi pegar a última que apareceu no meu Face pra usar como base de um post sobre minha própria chatice. Ficou bem fácil porque já estavam ali um monte de perguntas "sem noção" sobre coisas que me aborrecem. Então foi só acrescentar minhas respostas (são sinceras, eu juro!) e pronto! Um artigo, meio crônica, meio autobiografia, sem muito trabalho. Segue abaixo. Divirtam-se e não se esqueçam de me chamar de chato ou o que mais quiserem no final. 

Erraram seu nome no copo do Starbucks?

Jornalismo sem ética...

Mais uma que paga o pato pelo sistema de saúde falido que temos no Brasil e pela máfia das empresas particulares, que ganham bilhões com a precariedade desse mesmo serviço público. Aliás cabe ressaltar, antes de ir ao assunto principal desse post:  o sistema de saúde público do Brasil não funciona somente por conta da corrupção ou também, propositalmente, pelo lobby da industria da dor?  A médica não atendeu e a criança morreu. Monstra! Assassina! Condenem! E se ela tivesse atendido e a criança morresse nas mãos dela a caminho do hospital ou mesmo depois de dar entrada? A mídia e a opinião pública diriam: Assassina, irresponsável, não era pediatra e estava atendendo uma criança com graves problemas! Condenem e prendam! 
Chamada publicada no Facebook pela revista ISTOÉ em 14/07/2017 direcionando para o link disponível em: http://istoe.com.br/medica-que-se-recusou-a-atender-bebe-vai-responder-por-homicidio-doloso/


terça-feira, 11 de julho de 2017

Os cães de serviço e a Síndrome do Pânico...


No vídeo, uma pessoa com Síndrome do Pânico e ansiedade, filmou o momento que seu cão de serviço, pressente o ataque iminente e avisa ao dono, executando movimentos e comportamento para o qual foi treinado.

Tomei conhecimento hoje do assunto através de uma matéria da BBC. E o assunto é do interesse de muita gente que sofre com a Síndrome do Pânico, associada ou não a outras patologias como depressão ou transtorno de ansiedade. E eu sou uma delas! Convivo com a Síndrome do Pânico a minha vida toda. Mas o diagnóstico correto e início de tratamento só ocorreu há quatorze anos atrás. Por ser uma doença relativamente nova, pelo menos aqui no Brasil, só foi reconhecida e levada a sério pelos profissionais de saúde há menos de duas décadas. Nos Estados Unidos ela começou a ser pesquisada e diferenciada das doenças ligadas a ansiedade somente a partir de 1960. E foi incluída pela primeira vez, no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (3a Ed.) em 1980. A classificação definitiva e oficial, que vigora até os dias de hoje, foi publicada sete anos depois, em 1987, na quarta edição do mesmo manual. E incluída no CID (Classificação Internacional de Doenças).

Durante toda a minha vide tive umas crises de ansiedade leves, que eram caracterizadas por taquicardias, dores abdominais e falta de ar. Eram esporádicas.

sábado, 8 de julho de 2017

Japão: pouco sexo e muita longevidade...

Casal japonês andando na rua. Fonte:  http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40527383


Pelo título que dei a esse post, pode parecer que uma coisa favorece a outra. Mas o assunto é bem diverso. Sexualidade fora do controle e baixa expectativa de vida podem ser desafios a serem resolvidos em diversos países. No Japão o problema é exatamente o oposto. Os dados mais recentes mostram que existem cerca de 32 milhões de homens e mulheres na faixa etária entre 25 e 45 anos que nunca estiveram em um relacionamento, onde cerca da metade são virgens, e que não desejam casar ou se relacionar com o sexo oposto. Lembrando que esse é o intervalo onde casais ou mulheres solteiras se programam para terem filhos. Mas outros fatores devem ser levados em conta. Na cultura japonesa, um homem só pensa em constituir família quando já está com a vida financeira e profissional equilibrada. Mesmo com a introdução de hábitos ocidentais, onde o casal decide junto quando irão se unir e pensar em ter filhos, as mulheres passaram a valorizar mais a vida profissional e o sucesso nos negócios do que a vida de dona de casa, que há algumas décadas atrás era o comportamento esperado delas.

Como a sociedade japonesa é permeada de regras sociais complexas

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Eu te saúdo Godard!


Ao  olhar uma foto, e tendo apenas ela como imagem, o cineasta francês Jean-Luc Godard, consegue realizar um filme de pouco mais de dois minutos, mas que representa uma guerra inteira. Mais que uma guerra, um genocídio, acontecido em Saraievo, Bosnia and Herzegovina (antiga Iugoslávia). E acima disso tudo, critica uma Europa dividida secularmente entre uma elite dominante e uma maioria oprimida. Essa cultura, embora mude de lado de tempos em tempos, com o oprimido se tornando o opressor e algoz, por certo período, atue que ele mesmo passe a se julgar elite, tem como mecanismo de propaganda, a cultura e como mecanismo de imposição o terror que leva ao medo extremo: a paúra. 

E o termo cultura, na frase anterior, não deve ser

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Biscoitinho fino: Aldous Harding!


As quartas é dia de biscoito fino? Nem... Geralmente sirvo as sextas e domingos à tarde.... mas como hoje está friozinho, vai um extra... pra tomar com um bom vinho. Com vcs, pra quem não conhece, Miss Aldous Harding. Cantora e compositora folk neozelandesa. Já no segundo disco, Party, lançado agora em junho de 2017. Apreciem sem moderação, mas tomem cuidado com o vinho!

domingo, 2 de julho de 2017

Eu não me importo com seus likes!


Não estou sendo presunçoso ou mal agradecido. Não me leve a mal. Mas não escrevo no FB, no meus blogs ou em outras redes sociais pra ganhar “joinhas”. Desculpem o termo, mas estou cagando pra isso. Escrevo porque simplesmente gosto de escrever.

sábado, 1 de julho de 2017

Broken wing


Ok... bad luck last fly.
That cloud n’sky...
Was too dense to fly!
Broken wing on try.
Better return to home,
And try to fix the bone.
Only a small trip alone,
To old nest I done.

But... baby, what hell u done.
Please, don't break more bones!
Nor my good one.
It’s been hard to find
Another places to go.
Where the sky is azure
And we both could do
The best we know...

When we flew together,
No matter the weather,
Nor breeze or gale...
We rushed storm clouds,
Like kids do with paper kites.

Well ... Now I'm leaping
Like a sparrow on the shore.
Running from waves,
On ebb and flow of the tide.
Trying to keep my feathers dry,
My footsteps are blotted
By the wave’s brines.
Looking for a place to spend the night.

Through the shadows of the dusk,
Among the mists of a golden sea,
Against the setting sun
Slowly frizzling in the ocean,
I see the island...
Where we both used to live.
So close for strong wings,
Too far on broken ones...

When we flew together,
No matter the weather,
Nor breeze or gale...
We rushed storm clouds,

Like kids do with paper kites!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Queria ser um cão...



Ah! Como eu queria ser esse cão. Nem mesmo sei se estava ali por ser sem dono (melhor ainda pra ele), ou se o dono o deixou livre pra se deitar onde quisesse. Livre. Liberdade. Liberdade de um cão. Não somente, talvez por não ter dono. Na verdade ninguém, nem os animais, deveriam ter donos. E infelizmente vivemos em um mundo onde cada vez mais qualquer criatura, inclusive a humana, tem donos. Se eu fosse um cão, quereria ser vadio. Sem dono. e me sentar ou deitar calmamente onde bem quisesse. Sem julgamentos ou lei que me proibisse de faz6e-lo. Mesmo que fosse ao lado do primeiro violino da orquestra!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

What's goin'on?

Monalisa Perez, Pedro Ruiz e a filha em um sábado qualquer indo ao shopping. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=n0hX7zPEEYY

Monalisa e Pedro... um casal jovem, ele com 20 e ela 19. Pais de uma garotinha de 4 anos e esperando mais um filho. Uma vida comum de classe média baixa americana. Mona e Pedro foram pais provavelmente antes dos 16 anos. A família de ambos dá todo o suporte. Ele trabalha e ela cuida da casa. Como diversão, Mona resolveu fazer um vlog (LaMonalisa) postando no Youtube dia-a-dia de um casal adolescente com filhos. Os vídeos tem poucas visualizações. O de maior audiência não passou das quinhentas ainda. Eles moram em uma cidade pequena. O sonho do casal era conseguir 300 mil seguidores.

Adote a mulher!

Na imagem Mônica e Cebolinha jogam futebol. Fonte: http://passeioskids.com/ferias-museu-do-futebol-turma-da-monica/

Mas muita calma nessa hora! Machos arcaicos, não é da forma que vocês estão pensado. Amadas, não me atirem pedras antes de lerem o texto. O significado aqui é outro. Significa, para além de respeitar a todas com igualdade, solidariedade e ética, escolher algumas – já que estamos falando de uma espécie de programa – em que determinadas qualidades as façam candidatas a liderar protagonismos. Seja no âmbito profissional, na educação ou no ativismo social. Não importa que seja ela uma pessoa devotada exclusivamente aos cuidados com a família, ou uma promotora de causas sociais ou uma pessoa mais engajada com a profissão. Na verdade, todos nós – e muito mais as mulheres – fazemos um pouco disso tudo. Por necessidade ou vocações.

Prepare essas mulheres para o protagonismo,

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ode a Iván Fandiño

Montagem: Foto do quadro Guernica (Picasso,1937) com imagem de Iván Fandiño ferido mortalmente (AFP Photo,2017).

Ode a Iván Fandiño

Morreu Fandiño.
Vá correr entre nuvens,
Tourear relâmpagos,
Espetar no dorso de nuvens negras
Bandarilhas de estrelas e cometas!
Estás mais perto agora...
Do lugar onde habitam os corajosos.
Livre dos que gostavam do insosso,
Dos que detratavam tua arte.
Mas há os que lamentam tua morte,
E, mesmo assim, com pena da partida,
Reverenciam quem te venceu, dessa vez.
Quem entende tua arte,
Ancestral como o homem,
Não reverencia a morte.
Nem de um, nem de outro.
O embate na plaza
É sempre justo.
E não há, ali, inimigos.
Duas criaturas em suas naturezas.
Viris e selvagens.
Como a vida.
Onde ambos em combate,
Vencedor e vencido,
Reverenciam seus deuses.
A morte não escolhe simpatias.
Nem há menos desonra
Para quem fica ou parte.
O ritual há muito pode ter se perdido,
Ou é ignorado...
Por quem tem os olhos castrados.
Loucos e sádicos,
Comemoram tua morte
Como se fosse um ato de justiça.
São os que fecham os olhos
Para mortandades maiores.
Para além dos matadouros,
Com seus pisos lavados em sangue.
Milhões de rezes, muitas tenras ainda.
Morrem, para satisfazer a carne.
Sem sacrifício ou oferenda.
Gente que se importa com bicho,
E deixa morrer os semelhantes.
Há guerras sem fim,
Mas se importam com um touro.
Se empanturram de carne,
Assistem às guerras,
Sentados à sala de comer.
Seus pratos cheios e as cabeças vazias.
Reclamam que o naco está duro,
Ou lhe falta o sal.
Depois, no café, reclamam do açucar.
Olhando a tela tétrica,
Com a pança cheia,
Os milhões que tem fome, pela guerra.
As crianças vagando, magras.
Órfãs de batalhas que não entendem.
Vai Fandiño...
E de onde estiveres,
Distrai com tua capa amarela e encarnada,
Os senhores da guerra.
E como fazias tão habilmente,
Espeta-lhes o torso com três bandarilhas:
Uma pelos inocentes que mataram,
Outra pelos que sofrem semivivos
E outra pelos que tombaram,
Em defesa dos que sofriam tiranias.
Para que com elas despertem,
E sintam com toda a força
A estocada final.






segunda-feira, 12 de junho de 2017

Espera por ela...

Foto: Marcelo Ruiz

Mais um Dia dos Namorados...em tempos de tanta violência de gênero e de orientação sexual, falta o respeito ao outro como Ser Humano. Para além de gêneros e identificações, a todos nós faltam a tolerância, o amor, e, no mínimo a solidariedade e empatia. O poema abaixo, de Mahmûd Darwîsh, poeta palestino que foi apaixonado por uma israelense, é dedicado a todas as mulheres e homens de todas as cores, sabores que ainda sofrem violências e constrangimentos, estando com ou sem namorado ou companheiro, que muitas vezes são os piores agressores. E aos que ainda agridem que é diferente de si por ser no fundo um covarde, gostaria que pudessem ler isso e entender, no mínimo, que a companheira ou companheiro, que o estranho na rua que se veste diferente ou pensa diferente não é inimigo. Cada um é especial à sua maneira e merece ser esperado e tratado com carinho e acolhimento, exatamente como faria um amante à espera do seu amor na alcova...

domingo, 11 de junho de 2017

Corrupto e desonesto no Brasil é sempre o outro!



Aqui no Brasil as coisas não funcionariam tão bem quanto na Dinamarca porque aqui não existem corruptos. Ninguém se considera como tal. Mais fácil apontar o dedo pro outro. Os políticos ladrões, ro açougueiro que rouba no peso, a "faxineira" que faz corpo mole apesar da "fortuna" que recebe. No Brasil, corrupto é sempre o outro. Nó? Nunca. 

Nunca exploramos empregados domésticos ou prestadores de serviço, nunca dirigimos falando ou teclando ao celular, não dirigimos que nem loucos, não escondemos do fisco algumas receitas que "achamos justo" não declarar, não damos um jeitinho pra tirar vantagem em situações tolas e enfim, em um monte de pequenos ou grandes delitos do cotidiano. Isso pra nós não é corrupção ou desonestidade. Desonesto? É sempre o vizinho...

Todos reclamam do peso dos impostos e do custo da máquina pública. Com razão. É uma das mais caras e cheias de privilégios do mundo. Mas basta abrir um concurso público que aparecem quinhentos mil na fila, ávidos para encontrar "seu lugar ao sol" na boquinha, na teta, na moleza. Poucos se dão conta - ao falarem que querem entrar pra "trabalhar direito" - que ao chegar ao tão sonhado cargo, em um ano estará tão aboletado nas tramoias quanto os que lá estão. É o sistema, diria o Capitão Nascimento. 

Aliás falando em polícia.. tudo ladrão! Dizem sempre isso não é? Pois temos por cá, nestas terras esquecidas por Deus e o Cão, o infeliz hábito de generalizar tudo, de relativizar quando nos convém e de procrastinar sempre. como já disse outro, o Brasil não é para amadores. E um outro, completou: não dá certo porque aqui puta se apaixona, cafetão tem ciúmes e traficante se vicia. E tocamos a vidinha besta de sempre...

domingo, 4 de junho de 2017

Revoltado estou eu com o nível do jornalismo...

Roger Waters em foto publicada na Veja disponível em http://veja.abril.com.br/blog/veja-recomenda/roger-waters-quebra-jejum-de-25-anos-com-disco-amargo/ com a legenda: "Roger Waters, ex-vocalista do Pink Floyd, lança o revoltado álbum 'Is This The Life We Really Want?" (Reprodução/Facebook)".

O jornalismo vai mal no Brasil... esse veículo nem se fala... Dou de cara com uma chamada para matéria sobre o novo álbum do Roger Waters e cliquei por conta do cabeçalho da reportagem...se é que se pode chamar assim. A editora de entretenimento começa assim: "Em Is This The Life We Really Want?, Roger Waters faz The Wall (1979) parecer cisma de criança..." Como assim? Li o restante mas não entendi. Aliás o restante são mais meia dúzia de linhas mal escritas. A moçoila, jornalista do alto dos seus vinte anos - sim, já usa o título de uma formação que mal começou e só vai terminar somente em 2019 - ainda demoraria 18 anos pra vir ao mundo quando The Wall foi lançado, então porque a 'cisma de criança"? Seria algum trauma com paredes? De qualquer forma, a jornalista segue o texto classificando a obra como "amarga e pessimista", comparando-a ao último trabalho de Leonard Cohen. Estou escutando a terceira vez seguida o álbum e gostei muito. Um Roger tão "pinkfloideano" como ele nunca foi. Retorna às origens da banda que ele quase conseguiu acabar. Mas voltando à cisma da Mabi, o que ela esperava de uma lenda? O cara nasceu no meio do bombardeio de Londres na Segunda Guerra, cresceu, trabalhou, criou e denunciou por cinco décadas os absurdos da guerra e da sociedade contemporânea indo da política a educação. Claro que é amargo. Aliás, nesses dias de glitter e purpurina, onde a garotada acha que a vida é uma rave interminável, quem tem um mínimo de senso e um punhado de neurônios ainda funcionando bem só pode sentir amargura e desesperança ao ver o mundo piorar a cada ano. E essa leitura, com as famosas mixagens de sons incidentais do PF, está de volta com toda força nesse novo trabalho do jovem Roger. E a Mabi Barros ainda vai ter que gastar muita ponta de dedo escrevendo para poder opinar sobre o que não conhece direito e não viveu.