quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Contradições do Humano

Detalhe da superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko Fonte: IESA

Hoje, dia 12 de novembro de 2014 o homem fez o inimaginável. Após uma viagem de 10 anos pelo Sistema Solar pousamos um artefato não tripulado em um cometa de pouco mais de 4 km de comprimento que se encontra a 510 milhões de quilômetros da Terra e viaja pelo espaço a mais de 37 mil km por hora. Tudo aconteceu de forma automática, pois as ondas de rádio que partem do controle da missão, aqui na Terra, levam mais de 7 horas, viajando à velocidade da luz, para chegarem a sonda Rosetta. 

Como diz a canção, o homem não só pegou carona na cauda de um cometa, como se apossou dele. Triste contradição humana: Poderemos estudar melhor a origem do nosso  mundo bilhões de anos atrás. Mas enquanto isso, aqui no globo azul, milhões ainda morrem de fome, guerras, doenças e pelos danos que causamos ao nosso planeta. Parece que entenderemos como tudo começou, mas ainda não damos conta onde terminaremos ou se sobreviveremos a pelo menos mais mil anos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Poe minha...



Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro 
que está nessa imagem. 
Apesar de toda maquiagem, toda malandragem, 
toda a sacanagem, ele virou compostagem. 
Não adiantou o botox, a lipo e a tatuagem.
Nem a bela carruagem. 
A grana e a trama. 
A prudência ou a libertinagem. 
No fim somos todos iguais. 
Se lhe incomoda a imagem, deixe de bobagem. 
Deixo uma mensagem: no meu enterro não quero fuleiragem. 
Simplesmente botem fogo no que restar após minha passagem. 
E quanto as cinzas, destinem a adubagem...

sábado, 10 de maio de 2014

A simplicidade das coisas... O viver sustentável.

 


A simplicidade, a vida sustentável e o respeito a ecologia do planeta não são coisas externas e apartadas de nós. Basta que comecem dentro do nosso ecossistema interior. A simplicidade é a chave não apenas para isso, mas para uma vida com mais felicidade e menos neuroses. E quando você se livra das tarefas insuportáveis do cotidiano, quase todas motivadas por uma pressão exterior e por padrões de comportamento e consumo estereotipados, você começa a ter mais tempo para refletir sobre outros pequenos vícios e padrões dos quais você pode também se libertar. E aí começa a perceber que basta muito pouco para ser feliz.

Consumo consciente e sustentável passa por essas pequenas atitudes do dia-a-dia. E não significa que você tenha que comprar coisas baratas e sem qualidade. Se você consumir menos, pode se dar a pequenos luxos. Até certa idade me preocupei muito em ter. Como qualquer pessoa. Mas nunca fui um consumista. Na verdade, sempre me preocupei mais com qualidade do que com quantidade. Em mim, o mundo da abundância sempre foi interior. Com um cérebro que fervilha em pensamentos, ideias e invenções desde que me conheço por gente, seria demais me preocupar com coisas exteriores. Sou metódico. Cheguei a ter, em alguns momentos, sintomas de TOC. Mas aprendi a controla-los. O segredo foi simplificar.

Como gosto de ter tempo para pensar e criar, aos poucos fui simplificando minha vida diária. Fui me livrando de atividades e rituais onde normalmente gastamos horas intermináveis. Anos de vida em atividades inúteis para a ecologia interior. Fui aperfeiçoando esse processo. É interessante simplificar a vida diária. Principalmente nas pequenas coisas. E perceber como isso nos alivia de um peso muitas vezes insuportável.

As primeiras coisas que eliminei do meu cotidiano foram roupas e adereços. Não que eu ande nu. Mas descobri que nessa categoria se precisa de realmente muito pouco. Nunca tive paciência para comprar roupas. Desde muito novo não gostava de entrar em lojas e ficar lá, naqueles provadores apertados, experimentando modelos e cores. Aliás, de cores, gosto mesmo é do azul. Das coisas. Mas para vestir, o preto. Pronto. Menos uma opção.

De uns tempos pra cá descobri a basico.com. Eles vendem online e trabalham com modelos simples e cores básicas. Usam nas camisas um algodão peruano chamado pima. Macio, durável com excelente caimento. Basta lavar e pôr no corpo. O modelo de gola C pode vir com mangas curtas ou compridas. E são exatamente iguais. Estava resolvido meu problema. Comprei 5 de cada tipo e pronto. Todos os dias uso o mesmo modelo e cor. Não preciso escolher. Basta pegar a primeira da pilha.

Não me importo com moda ou tendência, como se diz hoje em dia. Minha escolha é sempre o conforto, descrição e praticidade. A calça jeans foi a melhor invenção da história do vestuário. Serve para tudo. E não se precisa de muitas. Um jeans dura muito tempo e quanto mais velho, mais confortável e gostoso de usar. Fica com sua cara e sua história. Mas jeans aperta e esquenta. Aí descobri um jeans com um fio elástico misturado na trama. É o paraíso em forma de calça.

Passou a ser minha única calça. Exagero? Não. Com essa calça coringa, vou a casamento, reunião de trabalho e festa. Ando pra todo lado. Bastam três peças iguais. Se tanto. Na verdade, duas seriam suficientes. Usando uma enquanto a outra está lavando. Também gosto de usar bermudas. Daquelas com um monte de bolsos. Também são duas. Azuis.  Uso a que não está lavando. E vou alternando.

Sapatos são outro problema. Principalmente para as mulheres! Como quero conforto, uso tênis. Adoro tênis. Mas não esses modelos coloridos e extravagantes da moda. Gosto dos clássicos. Na verdade, de um só: o Adidas SL72, lançado nas Olimpíadas de Munique em 1972. Um clássico do conforto e design. Mas está ficando difícil de achar. Então um All Star de cano longo, outro clássico, serve para poupar o desgaste do alemão das três tiras. Como só tenho dois pés, só precisaria mesmo de um par de sapatos. Mas vá lá. Tem as ocasiões sociais. Então o terceiro par é um mocassim azul escuro de couro macio. Mas nada me impede de ir a um casamento de All Star ou com o velho Adidas. Detesto rótulos.

Dessa forma, somando ao meu uniforme diário um paletó de tweed marrom claro, estou pronto para ir a qualquer lugar. E se não me deixarem entrar com meu uniforme, bem... então provavelmente não vou gostar mesmo de estar nesse lugar. Com toda essa simplicidade, todo o meu guarda roupa se resume a quatro peças básicas em pouca quantidade. E tudo cabe dentro de uma mala grande de viagem. Como não preciso escolher, posso me vestir em menos de três minutos. Sem correria e sem ter que gastar energia fazendo escolhas. Assim posso saborear com mais calma meu café da manhã.

Mas como tudo isso ajuda a conservar o planeta? Para ajudar o meio ambiente precisamos tirar menos dele. Para tirar menos, precisamos consumir menos. Para não sujar devemos descartar menos. Para diminuir o descarte precisamos usar coisas mais duráveis. E naturais.  Por isso só uso relógios à corda automáticos.  Eles não precisam de baterias com elementos tóxicos para funcionar. E somente um. Afinal, para que ficar trocando de relógio pra combinar com a roupa se uso poucas. O velho Orient Sea Master de coroa roscável não entra água de jeito nenhum e não precisa sair do pulso. Resistente e durável pode ficar no pulso por décadas sem quebrar. Menos lixo no planeta.

Quando o assunto é caneta - uma paixão e mania - deixei de comprar as esferográficas e, para simplificar, voltei a usar as de pena. São ecológicas. Você não polui o ambiente jogando uma fora a cada mês. Acabou a tinta? Enche de novo. Não uso refil, pois também viraria lixo. Gosto daquelas com bombinha que sugam a tinta direto do vidro. Tenho uma clássica feita no Japão. Vai durar muitos anos. Aliás, quem escreve com uma fountain pen, nunca mais vai querer usar outra caneta. E também não vai descartar uma esferográfica por semana.

Gosto de andar de carro. Tenho paixão por automóveis. Principalmente os antigos. Acho que só comprei um zero na vida. Há muito tempo atrás. Depois vi que é perda de dinheiro e de qualidade. Andar de carro polui. Mas trocar de carro todo ano, se curvando ao apelo do marketing da indústria automobilística, polui muito mais.  Carros bons podem durar cinquenta anos. E se cada habitante ficasse mais tempo com seu carro, milhões deles deixariam de ser fabricados e a poluição e o impacto no meio ambiente, seriam reduzidos drasticamente.

Se você prestar atenção aos detalhes, verá que em muitas coisas pode economizar dinheiro, optar por ter algo de qualidade e durabilidade e ajudar ao meio ambiente. Como óculos, por exemplo. Uma armação clássica nunca sairá de moda. Se for fabricada em um material de qualidade será leve e durável. E se se vão ficar muito tempo com você significa que haverá menos lixo no meio ambiente. E menos poluição gerada pelo consumo de modismos.

E falando em lentes, também uso as antigas em minhas câmeras fotográficas. Verdadeiras preciosidades, algumas com mais de 30 anos. São caras e difíceis de encontrar.  Mas são melhores que as melhores lentes novas atuais. Logicamente, pela necessidade de meu trabalho, também tenho lentes novas, com componentes eletrônicos e facilidades como foco e abertura automatizadas e redução de tremidos. Mas sei que não durarão tanto quanto as companheiras antigas. Provavelmente durarão menos que as manuais antigas. Mas durarão muito.

Dessa forma, escolhendo ter poucas coisas, mas optando por qualidade e simplicidade, estou fazendo minha parte para ajudar na conservação do planeta. E gastando menos ao final das contas. Simplificando a vida, ganho mais tempo para viver e fazer coisas que realmente me acrescentem e me tragam felicidade. Simples assim.  


Brasília, maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

Irmãos...



Chico Buarque começa uma de suas canções com dois versos: “Oh, pedaço de mim. Oh, metade afastada de mim” e a poesia segue. Mas o resto não vem ao caso, pois fala da tristeza de viver longe dessa metade cara. Quem tem irmãos e os ama de verdade sabe do que estou falando. Não existe ninguém no mundo que seja mais sua metade que seu irmão. Nem pai, nem mãe, nem filhos. Todos esses são apenas metades que se agregam às nossas vidas. Mas irmão não. Irmão é o todo de duas metades. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sobre crianças famintas e minhocas: O "mau estar" da foto...

Periódico inglês cria mal estar e sofre críticas por uso de imagem comprada em banco de fotografias comerciais.

Uma interessante questão ética e moral pode ser levantada a partir de duas matérias publicadas no periódico inglês The Guardian. Na edição de 17/04/2014, Roger Tooth, responsável pelo blog de fotografia do jornal, condena o uso de uma imagem, dessas compradas em bancos de fotos, pelo concorrente Daily Mirror, para ilustrar uma matéria sobre o número alarmante de crianças que podem estar passando privação alimentar na Inglaterra. No que ele chamou de “jornalismo preguiçoso”, critica o concorrente por não ter usado uma foto real de uma criança inglesa em situação de risco, preferindo o jornal, ter usado uma foto de uma criança americana com alterações artísticas criadas com Photoshop.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Guarde a sua estupidez para você!


Para você que vive postando fotos de pessoas QUE VOCÊ ACHA engraçadas por NÃO TEREM o padrão de beleza ou "normalidade" que VOCÊ julga ser o correto, little stupid idiot, antes de compartilhar ou espalhar qualquer foto, montagem, charge ou meme, que você achou engraçadinha, para pessoas que talvez não sejam preconceituosas e tacanhas como você, pense que a foto da pessoa que aparece ali, com alguma característica física que foge dos padrões que você considera normal, pode ter sido roubada, manipulada ou apropriada de alguém real que não deu permissão para seu uso. A piada pode ser até engraçada ( para mim nunca é), mas se a pessoa da foto fosse você, como se sentiria? Guarde a sua estupidez para você.
Eu me lembro bem quando as fotos dessa moça começaram a circular pela rede como um viral e as piadas medíocres que cada um que via espalhava... ainda bem que ela, com sua força de vontade e carisma, venceu tudo isto...
Abril/2014

Sabe porque o Brasil vai mal e não vai melhorar?

Roubo de fios de cobre em São Paulo. Foto: Avener Prado/Folha Press

A imagem abaixo diz tudo. São bandidos ( na estrita definição da palavra) ? Não. Se forem pegos e levados a delegacia eu aposto que nenhum dos três tem antecedentes criminais. Hoje, com a falta de moral, de ética, de cidadania, qualquer três rapazes que se juntarem vai sair merda. Todo mundo rouba. Esses aí roubam fios porque tem uma filho da puta de um sucateiro, pior que eles, que compra essa material. Esse é mais bandido. Compra porque vai ter mais lucro.
Se alguém ficar com uma câmera disfarçada em qualquer lugar das grandes cidades (principalmente) vai flagrar toda a espécie de desrespeito à cidadania e ao bem comum. É o cara que passa e destrói o orelhão sem motivo, é outro que risca um carro ou quebra o espelho ou a antena, é outro que joga lixo no bueiro, é outro que pixa muros e por aí vai... não são bandidos. São pessoas sem cidadania.
E não é só o pobre não. O rico é pior. Esse mês, tempo de acertar as contas com o Leão, tem muitos das mais abonadas arrumando um jeito de sonegar imposto, dar um jeitinho de receber restituição. É médico, engenheiro, advogado, patrão e empregado. Roubar está no sangue do brasileiro desde que essa merda estava entregue aos índios...

Abril/2014

Brasileiro e brasileiros...



O primeiro é Pelé... tá certo... bacana... foi um grande jogador, deu alegrias ao país em um esporte que hoje é sinônimo de amargura e corrupção... Pelé é o exemplo do negro que não gosta de negros... se ele pudesse, teria tentando ficar branco como o finado Michael Jackson... desde novinho, mas já famoso, só casou, namorou e comeu mulheres de pele mais clara que a sua ou as louras, sua preferência... e quais foram as grandes contribuições que ele prestou na luta contra o racismo ou a discriminação? Quem lembrar, me fala pelo menos uma.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Irracionalidade do consumo..

Meu velho PUG 2003: bom, bonito e barato...
 Eu gosto de carro antigo. Não é carro velho. Antigo, para mim, é o usado em excelente estado. E por antigo, pelo menos no Brasil, não se pode supor um carro tecnicamente defasado ou ultrapassado. Alguns antigos, de uma década atrás, conseguem ser mais modernos, em certos modelos, que muitos zero quilometro. São mais baratos, duráveis, desvalorizam menos que os novos e pagam pouco imposto.

Então por que a febre do carro zero a qualquer custo? Financiamento com juros tão altos que triplicam o valor do bem, impostos caros, qualidade duvidosa e estilo idem. Seria para exibir aos vizinhos, não ficar atrás dos amigos que também compraram? Ou a ilusão que sendo mais modernos são mais seguros e estragam menos? Ou é consumismo puro e alienado?

sexta-feira, 14 de março de 2014

Caixa preta...

Aviação comercial: a caixa preta que ninguém quer encontrar ou abrir...

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe na nossa vã filosofia"diz um velho ditado. O mistério do voo MH370, onde um Boeing de uma boa companhia aérea desapareceu como fumaça nos céus da Malásia, entrando no sétimo dia em que as autoridades de vários países envolvidos nas buscas tem apenas desinformações. O incidente lembra o fatídico voo da Air France que, tendo sumido no meio do Atlântico, em meio a uma tempestade, levou vários dias até que se encontrassem os primeiros vestígios da queda. Durante o período de buscas, também houveram informações conflitantes e desencontradas entre a companhia aérea e as autoridades encarregadas das buscas. E os restos da aeronave e suas caixas pretas só foram encontradas mais de dois anos depois.

O que está acontecendo na aviação comercial?

terça-feira, 11 de março de 2014

As varias perspectivas de um ponto de vista...

Fonte: TehranTimes/Araz Fazaeli (editor)

Até hoje é comum vermos, em imagens espalhadas na web ou outras mídias, a foto com ares meio satânicos do falecido Ayatollah Khomeini, líder espiritual do Irã. O governo americano e sua mídia de convencimento fizeram e ainda fazem o mundo crer que o Irã e seus governantes são um risco para a humanidade. Pregam que são fanáticos religiosos extremistas que batem nas mulheres e comem criancinhas vivas. Pois bem: Mesmo tendo sido inspiração a diversos movimentos islâmicos no Oriente Médio e em outras regiões do mundo, estão longe do fanatismo e barbárie com que outros grupos islâmicos tratam as mulheres e meninas. Provavelmente quando alguém lhe falar do Irã do temível Khomeini ou de seu sucessor, o igualmente abominável Ali Khamenei, não acredite de pronto. Basta dar uma pesquisada na web. E como dizem que imagens valem mais que mil palavras, olhem as fotos da cosmopolita e bela Theran. E por enquanto, fiquem com essas imagens de belas mulheres iranianas antenadas com a moda que, sem desrespeitar suas crenças religiosas, mesmo mantendo a cabeça parcialmente coberta, estão sempre bem vestidas e maquiadas. Alem de serem lindas, é claro.  Você está vendo alguma burca negra?

Março/2014




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A hipocrisia do olhar e a má educação

Vitrine na janela de um açougue de bairro com faisões pendurados do lado de fora. Foto: Alamy/The Guardian


Eu temo que estejamos indo longe demais com nosso direito de proteção aos nossos egos e sentimentos. Na educação dos filhos isso está chegando às raias do absurdo. Na Inglaterra, um açougue foi proibido de expor as carcaças de faisões na vitrine da loja porque um pai disse que se sentiu ultrajada ao ter que cobrir os olhos de seu filho para que ele não visse a cena. Irritado ele lançou uma petição angariando assinaturas de outros moradores do bairro e a justiça acabou dando ganho à causa. Detalhe: exibir as carcaças de aves e outros bichos é uma tradição secular dos açougueiros britânicos. Não há lei que proíba a prática. Em outras comunidades, os açougues não são incomodados, dizendo seus donos que a prática ajuda a vender melhor os produtos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Diálogos improváveis I: O apagão da Copa

Montagem com imagem de propaganda política da década de 1970 e desenho de autor desconhecido captada na web.

Brasil 2014:

Médici, de algum lugar do céu, grita: 
-Brasil, ame-0 ou deixe-o!

Ivan Lessa, ao lado do general, rebate:
-O último que sair apague a luz do aeroporto!

Aqui debaixo uma voz desanimada avisa:
-Não precisa! O apagão agora é permanente. Mas encosta a porta pro cachorro não entrar...


Fev/2014

Puro veneno... só pra descontrair... A dissidência de Fernando Gabeira

Photo by Francesco Carrozzini for ESPN Magazine 

Fernando Gabeira é aquele aloprado de esquerda, exilado político meia boca, que voltou ao Brasil na anistia. Infelizmente. Um de seus primeiros gestos de protesto foi posar, com a tanga de crochê lilás da prima enfiada no rabo, em ensaio fotográfico languido, em pleno Posto 9 nos anos 80. Apareceu e causou... Depois disso nada mais. Na verdade, a única coisa boa que Gabeira produziu, na militância político-filosófico-sexual, em todos os sentidos, foi a cria... a maravilhosa Maya Gabeira... para delírio e colírio de nossos olhos cansados de lacrimogêneo e bombas na nuca...

Fevereiro/2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Qué será, qué será... lo que tiene Pizzolato?

(Associated Press) Zaza Gabor e o playboy Porfirio Rubirosa em 1955 no aeroporto de Orly em Paris.


Tal qual o grande amante cubano - o último dos playboys - Porfírio Rubirosa, Pizzolato guarda um grande segredo. E não é no meio da virilha. Nesse quesito, ao contrário do garanhão cubano, o frango de gravatinha borboleta joga para o outro lado. Mas outros segredos ele tem. Já provou que não é muito esperto. Primeiro se deixando seduzir pela máfia do PT e depois, se julgando acima da lei, como os demais colegas réus, confiando que os capos iriam protege-los até o fim. Temerário e ganancioso, pagou pra ver. Devia ter ido embora do país, com a fortuna que amealhou, logo quando estourou o escândalo. Queria mais. Queria tudo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Luxo ou segurança? Não existe almoço grátis...

Tata Nano: Nem os bonecos sobreviveram... a roda direita foi parar dentro da cabine.

Tata Killer... festejado pelo fabricante como sendo a solução de carro popular para as massas, não apenas na Índia mas visando o mercado mundial, o Tata Nano foi reprovado recebendo zero estrelas no crash test da NCAP.

Aqui no Brasil a situação é preocupante, pois poucos carros passaram ou passam por esses testes e os poucos modelos que foram submetidos ao rigoroso programa de segurança da Latin NCAP, ou foram reprovados ou receberam notas mais baixas que os mesmos modelos fabricados fora do país.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O que tira tesão de homem é mulher chata!

Felipe Assumpção e Léo Marinho / AgNews / http://mulher.uol.com.br/
Francisco Cuoco, 80, diz que não usa viagra pra comer a namorada de 27 e isso vira notícia. Tem até médico dando palpite que "pode ser possível sim"... puta que pariu! Vão todos tomar no cu.... é claro que é possível... mas os médicos e a Pfiser fizeram todo mundo acreditar que sem Viagra não dá.... aí tem bacaca com 20 anos tomando essa merda.


Pra finalizar. Curto e grosso como meu pau, que sobe muito bem obrigado sem viagra: Como disse Millor Fernandes, o melhor afrodisíaco pra homem é mulher! O cara pode estar com 100 anos, mas se tiver boa cabeça ( a de cima) e um rabo de uma gatinha dessas de 27 viradinho pra cima na posição em que Napoleão perdeu a guerra, convidando para colocar o fusquinha do papai na garagem da mamãe, sobe sim... ah como sobe!

O que tira tesão de homem é mulher chata!

Janeiro/2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Ah, você está vendo só do jeito que eu fiquei...

Grafite em viaduto sobre a Avenida Sumaré. Pintura chama atenção para pessoas em situação de rua. (foto: Daniel Santini) in http://outrasvias.wordpress.com/2010/07/

O que deu errado no Brasil? Por que, no século passado, nos anos 40, em um bairro pobre do Rio, uma moça filha de mãe solteira e pobre, que aos oito anos quase morre de febre reumática, aos dez tem que largar a escola para trabalhar e ajudar a família e aos doze perde o padrasto, se transforma na maior compositora brasileira? Como explicar a vontade de vencer dessa moça, que encantou o Brasil com uma voz perfeita, cantando inclusive em diversos idiomas, que nunca aprendeu com uma dicção perfeita? E tudo isso acontecendo em um Brasil bem mais precário, quase colonial ainda, com poucos recursos sociais.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


O ciclo vicioso e nefasto...

Escória da ralé... Mas calma! Antes das pedradas me deixem explicar... não é por serem pobres ou viverem na periferia da periferia. Não é porque são de outra classe social. Fodam-se as classes sociais. Mas é porque são frutos podres do circulo vicioso da falta de estrutura, justiça social e cumprimento das leis no nosso mais.

São os filhos da corrupção. Palavra tão banalizada mas cujo sentido etimológico  significa o apodrecimento, a destruição o desagregamento. É o cancro que ataca o tecido social. O vírus mortal que transforma cidadãos em mortos-vivos.  Sem cérebro e ao mesmo tempo comedores de cérebros dos que ainda não foram afetados pela doença.

Racismo, denúncia e liberdade de expressão: misconceptions

À esquerda,"Chair" , 1969, escultura de Allen Jones, acervo da Tate Modern, Londres e a direita a galerista russa Dasha Zhukova sentada em uma cópia inspirada no trabalho  original de Jones.

Aí fica complicado definir o que seja ou não racismo. Dasha Zhukova, galerista russa, foi fotografada para a revista de arte Buro 24/7, editada em Moscou, sentada em uma escultura explicitamente inspirada na obra  "Chair" (1969) de Allen Jones. A peça original, faz parte do acervo da Tate Modern em Londres. A foto causou comoção e comentários furiosos na web mundo afora. Acusaram a revista, que a fotografou para a entrevista e a própria galerista de racismo. Será que é tanto assim? Ou a foto estava fora de contexto e mal interpretada?

Talvez os que tenham visto a imagem, sem dúvida desafiadora, sem conhecer o contexto da obra original e da cópia, pudesse achar que se tratava mesmo de uma cadeira. Na verdade a galerista não deveria estar sentada sobre a escultura, não por dar a entender racismo, mas primeiramente por respeito e cuidado com uma obra de arte. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ando mesmo é com tesão nas gringas...

Photo by Matt Blum/The Nu Project (http://www.thenuproject.com)

Porque ando com saudades de mulher de verdade. Mulher do tempo que homem gostava de mulher e que elas gostavam mais delas mesmas. Estou com fastio de mulher de capa de revista, masculina ou não, de mulher-fruta ou lá o que seja, artificial, photoshopada e colorida artificialmente por computador.  Ando com abuso de mulher o tempo todo produzida. Daquelas que se estiver com um pelo de meio milímetro na boceta, porque a depiladora deixou passar, vai te deixar na mão na noite de transa. Mulher que tem que estar toda depilada, de unha pintada com gliter e decalque, unha comprida que parece garra, mas não me agarra. Mulher de cabelo escovado, alisado a ferro e fogo, cheirando sempre a shampoo e amaciante. Mulher que não sai da cama sem maquiagem. Cabelo perfeito, em cima da bunda, também perfeita, com silicone ou academia demais. Sempre aquele cabelo louro ou com luzes, dividido no meio, escondendo metade do rosto, igual a todas as outras da balada, mesma cor de tintura, mesmo corte e mesmos trejeitos pra arrumar as madeixas.